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Carolina MichaëlisCreche e Jardim de Infância

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Sons do algodão

E quando abrimos as asas ? É a vertigem da liberdade, sentir o vento na cara, uma vontade desmedida de nunca mais voltar. Voar entre embalos nos braços dos pais. Voar ao som das palavras. As aves voam para ir, voam para sentir, voam em liberdade, em bando. Mas também voam na hora de regressar. Uma viagem que é também um regresso. O recomeço.

Fernando Pessoa

POEMA PIAL

Toda a gente que tem as mãos frias

Deve metê-las dentro das pias.

Pia número UM,

Para quem mexe as orelhas em jejum.

Pia número DOIS,

Para quem bebe bifes de bois.

Pia número TRÊS,

Para quem espirra só meia vez.

Pia número QUATRO,

Para quem manda as ventas ao teatro.

Pia número CINCO,

Para quem come a chave do trinco.

Pia número SEIS,

Para quem se penteia com bolos-reis.

Pia número SETE,

Para quem canta até que o telhado se derrete.

Pia número OITO,

Para quem parte nozes quando é afoito.

Pia número NOVE,

Para quem se parece com uma couve.

Pia número DEZ,

Para quem cola selos nas unhas dos pés.

E, como as mãos já não estão frias,

Tampa nas pias!

Obrigada MARIANA e DULCE pela excelente interpretação!

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